Osteoporose Secundária Parte II

Por Higia Faetusa

Estudos preliminares observados pelo Colégio Americano de Reumatologia e pela Sociedade Brasileira de Reumatologia demonstraram que tratamentos com determinados medicamentos, induzem a osteoporose.

Em edição anterior, foi comentado sobre os efeitos dos glicocorticoides, hoje acrescentamos a terapêutica de deprivação hormonal, onde drogas receptoras do hormônio liberador de gonatrofinas (GNRHa), são usadas para o tratamento de neoplasias dependentes de hormônio como as de próstata e mama e também em algumas condições benignas como a endometriose.

O estudo detectou que, homens acima de 66 anos de idade com diagnósticos de câncer de próstata apresentaram 6% mais fraturas, quando tratados com o medicamento, enquanto mulheres na pré-menopausa com câncer de mama apresentaram perda significante de massa óssea. E perda rápida e intensa de densidade de massa óssea em terapêutica prolongada com GNRHa na endometriose. Diagnóstico provocado devido ao efeito inibitório da secreção hormonal sexual ou de sua atividade, cujo principal fator é a regulação da modelação óssea.

As drogas ativas no sistema nervoso central, como anticonvulsivantes, podem promover aumento no catabolismo da vitamina D e, portanto, diminuição da absorção de cálcio e hiperparatiroidismo secundário, um problema como insuficiência renal que desequilibra as glândulas paratireoides, quanto ao controle de cálcio e fósforo no organismo.

O estudo mostrou que o uso de antidepressivos está associado ao aumento do risco de fratura no quadril em homens e mulheres acima dos 50 anos de idade. Enquanto que o uso de antipsicóticos, utilizados no tratamento da esquizofrenia, podem causar hiperprolactinemia e secundariamente diminuir os níveis de estrógeno e testosterona, apresentando riscos de fratura limitados por pequeno número de pacientes.

Anticoagulantes, como antagonistas da vitamina K, heparina e tiroxina (supressora total ou parcial do hormônio estimulador da tireoide e inibidora da recorrência de neoplasias desta glândula) foram associadas à diminuição de massa óssea.

 Em um estudo observacional de quatro anos em pacientes diabéticos (tipo2) entre 70 e 79 anos, as glitazonas, cujo efeito é antidiabetogênico, mostrou perda óssea significante no corpo total, coluna lombar e trocanter (osso sustentador do glúteo médio) das mulheres, mas não dos homens.

Alguns diuréticos, principalmente os chamados de alça podem afetar a massa óssea por aumento da excreção renal de cálcio ou por alteração no ritmo de secreção do paratormônio (PTH), que atua aumentando a concentração sérica de cálcio e diminuindo a de fosfato.

Portanto, diante de tratamentos mais extensos com alguns desses medicamentos citados, há a necessidade do médico indicar e prescrever suplementação com cálcio,  na forma de: vitamina D; bisfosfonatos: alendronato, risedronato, ibandronato, ácido zoledrônico; ranelato de estrôncio; raloxifeno; calcitonina ou teriparatida (PTH 1-34). Orientação que o paciente seguirá se obedecer à reavaliação detectada por exames clínicos, a fim de detectar possíveis alterações durante período constante do uso de alguns medicamentos.  

 

 

 

 

3.088 thoughts on “Osteoporose Secundária Parte II

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