Lúpus: conheça detalhes da condição e seu tratamento

Doença autoimune que afeta pessoas geneticamente predispostas pode ser controlada por meio do acompanhamento médico constante.

Pouco conhecido, o Lúpus é uma doença autoimune que acomete em maior parte a população feminina. Apesar de não ter cura, pode ser totalmente controlada por meio do acompanhamento médico constante.

A doença dificilmente apresenta sintomas característicos. Na maioria das vezes, a pele é a que pode indicar alguns indícios da enfermidade, mas qualquer órgão do corpo pode ser atingido.

De acordo com o médico Luiz Carlos Latorre, do Hospital de Heliópolis, o Lúpus é caracterizado por um desequilíbrio no sistema de defesa do organismo de algumas pessoas geneticamente predispostas à doença.

“Existe um desequilíbrio no sistema de defesa do organismo em algumas pessoas geneticamente predispostas e elas começam a produzir auto-anticorpos, que ao invés de defendê-las, passam a atacar o próprio organismo”, explica.

O Lúpus não é hereditário, mas uma doença que tem um componente genético. Sua ocorrência é mais frequente entre as pessoas da mesma família. Porém, isso não significa que uma mãe que tenha a doença vá gerar necessariamente um filho com Lúpus.

A autônoma Andrea Tonello conta que vive uma vida normal. “Eu vivo minha vida, faço minhas coisas, normal. Só tenho que ter o cuidado para não deixar a doença evoluir mais”, revela.

As pessoas acometidas pela doença podem viver normalmente, se cumprirem corretamente o tratamento, à base de medicamentos apropriados. A assistente de enfermagem Mônica Macedo conta que, em um período de estresse, começou a emagrecer sem motivo, perder o cabelo e ter diarreias constantes.

“O fator emocional ajudou a desencadear a doença, isso é comum para quem tem Lúpus. Em 2008, quando descobri, fui encaminhada para tratamento dentro do próprio HC, que frequento até hoje. A atenção e o acolhimento são de primeira, tenho toda atenção necessária para controlar a doença”, conta.

A maior incidência de Lúpus ocorre em pessoas entre 25 e 50 anos, a maioria mulheres. A explicação pode estar no hormônio feminino chamado estrogêneo, que funciona como fator desencadeante.

A doença pode afetar qualquer um dos órgãos do corpo, com maior incidência sobre quadros cutâneos ou articulares.

Em algumas pessoas, os sintomas se manifestam por inflamações na pele, com manchas vermelhas, em geral no rosto, ou inflamação nos quadros articulares, que provocam dores e dificuldades de movimento semelhantes a artrose ou reumatismo. Embora esses sejam os mais comuns, os pacientes podem apresentar outros sintomas, dependendo do órgão afetado.

O tratamento é feito por especialistas, como dermatologistas e reumatologistas, com base em medicamentos, que são administrados para que o paciente possa ter uma vida normal. Em geral, a dosagem é utilizada nos momentos em que os sintomas se manifestam. O controle do medicamento é extremamente importante para que os remédios não apresentem efeitos colaterais e para que a dosagem seja adequada e utilizada no menor espaço de tempo possível.

Exposição solar

Segundo o médico Eduardo Borba, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, as pessoas com problemas de pele devem evitar exposição à luz ultravioleta do sol, um agravante que piora não só as lesões cutâneas mas todo o quadro inflamatório.

“É necessário que o paciente sempre utilize proteção solar acima de 30 para que não piore as lesões cutâneas e as condições inflamatórias da doença”, diz Borba.

As demais pessoas podem ter uma vida normal, dependendo do problema que apresenta: por exemplo, se for de origem renal, deverá controlar o uso do sal. No geral, a vida do paciente é normal, do ponto de vista do convívio social, gestação etc.

FONTE: SÃO PAULO NOTÍCIAS

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