Falta de medicamentos é a principal dificuldade dos portadores de Lúpus

A falta de medicamentos na rede pública de saúde é a principal dificuldade das pessoas com lúpus, conforme o relato da Associação de Portadores de Lúpus de Roraima à Comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). A reunião foi realizada nesta sexta-feira, dia 10, Dia Mundial de Atenção ao Portador de Lúpus.

Segundo a associação, há cerca de 4 anos o Estado não fornece medicamentos essenciais para o tratamento desta doença, o que representa risco de morte para vários pacientes. “A falta de medicamentos é um problema que vem de longo prazo, e o tratamento não está sendo humanizado”, explicou a presidente da associação, Ildelene Ferreira.

De acordo com o reumatologista Bruno Leitão, a instabilidade no fornecimento de medicamentos é um problema antigo no Estado Roraima. “Desde 2010 sempre houve uma irregularidade no fornecimento das medicações, claro que houve um agravo por conta do aumento na demanda de pacientes”, explicou.

Outra demanda apresentadas pela associação diz respeito à falta de especialista na área. Segundo a associação, atualmente o Estado possui apenas um reumatologista na rede pública. Além disso, os pacientes afirmam que deve haver mais divulgação sobre os sintomas da doença nas unidades de saúde.

EMERGENCIAL – O presidente da Comissão de Saúde da ALE-RR, Neto Loureiro (PMB), informou que será solicitada a compra emergencial de medicamentos pelo Governo do Estado, que também será questionado sobre quais medidas podem ser adotadas para trazer mais especialistas para Roraima.

“A saúde é importante para todos. A comissão vai encaminhar estas demandas ao Poder Executivo, e cobrar que façam o seu papel também”, disse.

Além disso, a comissão pedirá informações sobre quantas pessoas estão passando por tratamento na Clínica Especializada Coronel Mota, e quantos estão internados no Hospital Geral de Roraima (HGR).

LÚPUS – Lúpus é uma doença inflamatória auto-imune que pode afetar múltiplos órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro. Em casos mais graves, se não tratada adequadamente, pode matar.

Fonte: Folha BV Notícias

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